Dicas para ajudar autistas com sensibilidade à luz 

09 abril, 2021     Nenhum comentário     tech_4dmin

No dia 02 de abril foi celebrado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Esta importante data dá visibilidade ao transtorno, que afeta mais de 70 milhões de pessoas em todo o mundo.

O autismo é uma condição de saúde que compromete a comunicação, a socialização e o comportamento do indivíduo, cujos sinais podem ser identificados a partir do primeiro ano de vida.

Também conhecida como TEA (Transtorno do Espectro Autista), ela pode abranger diversos comportamentos, dos mais leves aos mais severos, sendo caracterizado pela potencial incapacidade de realizar atividades simples e desenvolver o intelecto.

Nesse sentido, a criança portadora de autismo apresenta características como dificuldade na fala, mal estar no meio de outras pessoas, pouco contato visual e impossibilidade de expressar sentimentos e ideias.  Além desses sintomas, o transtorno apresenta padrões de movimentos, como balançar o corpo para frente e para trás, e um problema oftalmológico de sensibilidade à luz.

Autismo e a disfunção sensorial

O autismo apresenta alterações sensoriais em crianças e adultos com essa condição. Entre elas está a sensibilidade à luz, quadro que pode gerar ansiedade e atrapalhar ainda mais a interação social.

Em outras palavras, os portadores desse transtorno possuem uma disfunção sensorial que traz desconforto, já que o processamento dos sentidos (tato, paladar, audição, visão e olfato) chega de forma distorcida ao cérebro do paciente.

Para a maioria das pessoas, lidar com barulho, luzes e cheiro, por exemplo, é algo automático. Se o excesso incomoda, elas procuram se livrar da situação. Já para as que sofrem com Transtorno de Processamento Sensorial (TPS), tal interação afeta o modo como o cérebro recebe a informação, tendo como resposta muita agitação e sofrimento, justamente por serem intolerantes a esses estímulos externos.

Como é a visão do paciente com autismo?

O excesso de sensibilidade também afeta a visão do autista que enxerga pessoas e objetos de forma distorcida e luzes muito mais brilhantes do que realmente são. Infelizmente, essa condição promove a perda de alguns recursos visuais, provocando borrões nos objetos e percepção de profundidade deficiente, o que dificulta movimentos simples, como jogar e pegar objetos.

A sensibilidade à luz é marcada por luzes brilhantes ou intermitentes e cores fluorescentes que atrapalham a sociabilidade, deixando a criança desconfortável. Por outro lado, é comum que o autista mova as mãos para a frente e para trás diante dos olhos para enxergar e mover objetos, além de olhar através da água, criando um ângulo incomum de observação das coisas.

As necessidades e as reações sensoriais são diferentes para cada paciente, mas com algumas dicas é possível reduzir o desconforto e melhorar a qualidade de vida de quem está no espectro autista:

  • Invista em terapias e intervenções sensoriais baseadas em atividades lúdicas;
  • Quando necessário, use óculos de sol e viseiras;
  • Diminua a intensidade da iluminação;
  • Dê preferência às lâmpadas incandescentes, em vez das fluorescentes.

Se você tiver dúvidas ou notar outros sintomas visuais, procure um médico oftalmologista. Aqui no COA nossos profissionais estão preparados para avaliar, realizar exames e receitar medicamentos, quando necessário, aos portadores de autismo.

Entre em contato com a gente e marque sua consulta.


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